Olá meninas, tudo bem? Hoje vou fazer um pequeno desabafo sobre algo que está me incomodando muito nesses últimos dias (e tenho certeza que a muitas de vocês também).

O período de eleições é sempre tumultuado e complicado, com candidatos alardeando o que vão ou não fazer caso sejam eleitos. Sempre existiram pessoas engajadas e que defendem o partido X ou Y e discussões são naturais. No entanto, nesta eleição o que vi foram atos de selvageria inimagináveis em seres humanos raciais.

Primeiro, ataques gratuitos entre os candidatos que em debates privilegiaram o ataque direto em vez de apresentar seus planos e propostas para governar. Em seguida, ao chegarmos perto do segundo turno, agressões verbais e corporais entre militantes, ferindo a democracia e o direito de escolha do outro, assim como o direito que qualquer um tem de manifestar seu apoio a uma causa.

Redes sociais: para o bem e para o mal

Segundo informações do próprio Facebook, este pleito foi o que registrou maior movimentação na rede social, com cerca de 346 milhões de interações sobre as eleições entre julho e outubro deste ano. Utilizar as redes sociais como meio de debate e mediação entre eleitores é interessante, desde que a internet não se torne um palco de violência gratuita.

Nos últimos dias as redes sociais se transformaram em arenas virtuais de ofensas. Xingamentos de todos os lados, ofendendo um e outro, manipulação de imagens, divulgação ostensiva de diversos materiais. Nem tudo o que se viu na rede foi militância pró algum partido. Na verdade o que mais ocorreu foram posts preconceituosos, xenofóbicos, discriminatórios e até mesmo criminosos (xenofobia é CRIME).

Com o resultado das eleições definido, o ódio se propagou de vez e insultos chegaram a níveis inimagináveis de ambas partes. As brigas, amigos excluindo amigos do Facebook, toda essa guerra virtual lembra muito algumas outras brigas que muitos (que estão guerreando agora) consideram inadmissíveis, como por futebol ou religião. Mas será que existe real diferença entre o fanatismo, seja ele político, religioso, ideológico ou futebolístico?