A advocacia é uma profissão encantadora e tradicional, seja no Brasil ou no resto do mundo. Muitas crianças já crescem imaginando ser advogadas no futuro e levam esse sonho até a época de prestar vestibular, quando escolhem cursar Direito em universidades e faculdades.

Não é a toa que o Brasil é o terceiro lugar no ranking dos países que mais formam advogados no mundo. Além disso, na ordem dos Advogados do Brasil (OAB) há mais de 713 mil inscritos e muitos outros concursados que tentam entrar nos quadros da OAB, fazendo um ou mais dos três exames realizados todos os anos.

O aumento do número dos advogados acabou saturando de certa forma o mercado, mas ao mesmo tempo começa a demandar novas características e habilidades dos novos profissionais que os ajudam e muito a se destacarem em meio à multidão. Os novos advogados e estudantes devem ter perfis estratégicos, proativos, multifacetados e com pleno entendimento dos negócios das organizações que atuam ou desejam atuar.

Quem fala mais sobre o mercado da advocacia é o advogado Marcus Vinícius de Carvalho Rezende Reis, sócio-fundador da empresa Reis Advogados em Uberlândia, em entrevista concedida à Revista Mercado.

A advocacia e seus advogados desempenham um papel essencial na sociedade determinado pelo artigo 133 há mais de 20 anos pela Constituição brasileira. Nesse artigo os advogados são indispensáveis à administração da justiça.

No cenário de saturação, diversas empresas eliminaram a área jurídica de suas organizações para contratarem escritórios externos para tratar de tais assuntos – uma oportunidade mais recente de que área seguir dentro da advocacia.

Hoje, o advogado pode escolher entre a área pública, ainda a mais escolhida pela segurança de trabalho, e a área privada, que está crescendo e trazendo novas oportunidades cada vez mais. Nesse ramo, por exemplo, um advogado pode ter sua própria banca, pode trabalhar associado em algum escritório de nome e pode trabalhar como advogado em empresas não-jurídicas. Outras áreas que são tendência na advocacia são o marketing jurídico e a área administrativa e financeira.

O entrevistado diz que concorda quando é falado que o mercado de advocacia está mais competitivo e escasso, o que é também uma preocupação da própria OAB. Há muitos cursos de Direito em diversas faculdades pelo país, o que disponibiliza que mais e mais alunos o cursem e entrem para o mercado da advocacia mais tarde. Rezende diz que vê o direito como “massificado”.

Mas se antigamente os advogados deviam se mudar para os grandes centros para procurarem melhores oportunidades de emprego, hoje em dia cidades mais distantes são bons lugares para se trabalhar, principalmente pela presença de grandes empresas de agronegócio, energia, recursos naturais, meio ambiente e infraestrutura.

Entretanto, as áreas mais concorridas ainda são os concursos públicos e, nas esferas privadas, a área cível e trabalhista. Ainda hoje 90% dos estudantes de advocacia entram no curso de Direito desejando ser aprovados em instituições públicas para trabalhar.

Outro fator importante é a tentativa do advogado se destacar em meio a tantos outros. Há muitos profissionais dentro da advocacia, mas nem todos possuem boa formação e trabalham bem. Assim, quem conseguir ir melhor na área será requisitado sempre e conseguirá crescer no meio da advocacia. Para isso, portanto, os estudantes e advogados devem ter conhecimento do mercado em que estão trabalhando e procurando crescer e também devem fazer estudo direcionado a tais áreas, especializando-se.

Por fim, a seguir alguns requisitos procurados atualmente ao se contratar estagiários e novos advogados em empresas privadas: trabalho em equipe, saber lidar com trabalho sob pressão e estresse, pro atividade, demonstrar interesse por novos olhares e estudos, especialização em uma ou algumas mais áreas, entre outros.

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