Olá meninas, tudo bem? O post de hoje é sobre um assunto um tanto desagradável mas que precisa ser discutido e encerrado: o bullying e o preconceito.

Essa semana, todos os sites de celebridades noticiaram os “ataques” gratuitos feitos à jornalista Fernanda Gentil. Bom, primeiro já é meio invasor tirar fotos da moça na praia e pior ainda dizer que ela está “gordinha”. Mas para piorar ainda mais a situação, após virar notícia, a apresentadora revelou estar grávida.

fernada

A musa da Copa, que já chorou ao vivo ao comentar o inesquecível 7×1 que nos eliminou do campeonato em nosso próprio país, aceitou o pedido de desculpas do portal que julgou suas gordurinhas extras (também conhecidas como mudanças no corpo de uma gestante). Em seu Instagram, Fernanda compartilhou o pedido de desculpas e adicionou um belíssimo texto, que termina da seguinte forma “Desculpas aceitas, Record. Pq o perdão é uma das primeiras virtudes que quero ensinar ao meu(minha) filho(a)”. Arrasou na resposta.

Na Argentina, outro belo exemplo

Quem pensa que preconceito e julgamentos por estar “fora dos padrões de beleza” ocorrem apenas no Brasil, olhem o que aconteceu na Argentina e a resposta sensacional dada pela empresa:

Um passageiro (machista e preconceituoso) enviou uma mensagem à companhia aérea Aerolíneas afirmando que sentia saudade da época na qual as aeromoças da companhia eram altas e esbeltas, sendo que atualmente, elas eram baixinhas e gordas, deixando a desejar na aparência do voo.

A empresa retirou do ar o comentário, mas deu uma bela resposta ao cidadão:

“Olá Andres, estes são os requisitos para ser tripulante de cabine:

  • Ser maior de 18 anos
  • Altura: Mulheres 1,63 a 1,75 – Homens 1,70 a 1,85
  • Nacionalidade Argentina
  • Segundo grau completo
  • Licença de Tripulantes de Cabine de Passageiros
  • Domínio do idioma inglês
  • Saber nadar.

Os preconceitos não saem para voar, os deixamos em terra.

Saudações”

Padrão de beleza pode ser caso de Justiça

Críticas sobre peso, altura e modo de se vestir podem ir parar na Justiça, caso o alvo do comentário se sinta denegrido ou atingido emocionalmente. Para isso, basta procurar um advogado civil, reunir as provas e ajuizar um processo. Os danos morais causados por uma situação ou comentário constrangedor podem ser ressarcidos na Justiça, assim como os danos materiais.

Já passou o tempo em que menosprezar e ofender verbalmente mulheres era uma prática aceita. Ninguém tem o direito de julgar ninguém, seja qual for o motivo. Por isso, sempre que for alvo de chacotas e preconceito, não fique calada! Responda, vá atrás dos seus direitos. Apenas assim conseguiremos construir um mundo melhor!